quarta-feira, 25 de maio de 2011

Índia: incêndio em bairro de lata em Bombaim

Milhares de pessoas ficaram sem teto depois de um incêndio num bairro de lata em Bombaim, na Índia. A atriz Rubina Ali, do filme “Quem quer ser bilionário”, foi uma das que perdeu a casa. Cerca de dez mil pessoas vivem em Gareeb Nagar, que fica perto da estação de comboios de Bandra e é um dos mais pobres da cidade.

Índia: incêndio em bairro de lata em Bombaim

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Viver sobre caminhos-de-ferro

Em Jakarta, milhares convivem diariamente com o comboio. Não tendo outra hipótese senão viver perigosamente, optam por prevenir eventuais acidentes
Na Indonésia, em Jakarta, milhares de pessoas vivem em bairros de lata atravessados por vias-férreas. Os comboios passam de dez em dez minutos. Apesar do perigo que representam, os habitantes mantém as suas actividades diárias, sem especiais cuidados. Tarefas domésticas, brincadeiras de crianças e até mesmo as leituras do Corão acontecem a uns escassos metros das vias ou mesmo em cima delas, relata o Courrier Internacional.

O bairro existe desde a década de 1990. Centenas de pessoas instalaram-se no terreno ainda vago. Hoje são milhares a habitar em barracas, com poucos metros quadrados. Num dos bairros, localizado a 500 metros da estação de Jakarta, há quem aproveite para fazer negócio, através do arrendamento de quartos ou recorrendo a pequenos comércios, como a venda de fruta.

Todos sabem do perigo que correm; alguns já assistiram à morte de quem não prestou atenção ao comboio que se aproximava. Mas, não tendo outra hipótese senão viver perigosamente, optam por prevenir eventuais acidentes. Algumas comerciantes pagam a um funcionário ferroviário para que as alerte da passagem de mais um comboio.

@ http://www.fatimamissionaria.pt/artigo.php?cod=19245&sec=8 15.05.2011

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Programa de Voluntariado Internacional

O programa de voluntariado internacional no Quénia foi lançado em Julho de 2008, com a partida de uma voluntária. Até Novembro de 2008, a ADDHU enviou mais cinco voluntárias para o Quénia, que ficaram alojadas no Centro de Acolhimento. Em 2009, participaram no programa mais de dez voluntárias e em 2010, cerca de 15 voluntários realizaram missões no Quénia.

 

A presença e o trabalho desenvolvido pelos voluntários têm sido extremamente benéficos para as crianças. Adquiriram hábitos de higiene e conduta, estão mais desenvoltas e comunicativas, e até já falam um pouco de português! A ADDHU agradece a todos os voluntários pelos momentos de felicidade e alegria que proporcionaram às nossas crianças, e pelo precioso contributo que tem dado a este projecto.

Primeira criança apadrinhada no bairro de lata do Soweto

Chama-se Abedneco Wanza, tem 6 anos e é a primeira criança a receber o apoio de padrinhos portugueses no bairro de lata do Soweto em Nairobi.

Em Dezembro de 2010, a ADDHU assinou um acordo de parceria com a ONG queniana God’s Vision for África, que dá assistência a crianças órfãs e vulneráveis do bairro de lata do Soweto em Nairobi. Mais de 20 crianças foram então inscritas no programa de apadrinhamento Wanalea. Esperamos que o pequeno Wanza seja apenas o primeiro de muitos meninas e muitas meninas a poderem ter a oportunidade de terem uma vida melhor!

@ Informação retirada de http://www.addhu.org/index.php?option=com_content&view=article&id=88%3Aprimeira-crianca-apadrinhada-no-bairro-de-lata-do-soweto-em-nairobi&catid=13%3Anoticias&Itemid=50&lang=pt

quarta-feira, 30 de março de 2011

Apoio às Crianças dos Bairro de Lata de Nairobi

Bairro de lata de Kitui Ndogo:

Em parceria com a ONG queniana FOC (Foundation for Orphaned Children), a ADDHU apoia as crianças do bairro de lata de Kitui Ndogo, com alimentação, cuidados de saúde e educação.

 
O bairro de lata de Kitui Ndogo situa-se em Nairobi e tem cerca de 300,000 habitantes que vivem em condições de pobreza extrema, com menos de 1 USD por dia, estando mais de metade da população desempregada. Cerca de 70% da população de Kitui Ndogo tem menos de 15 anos e estima-se que 15% seja portadora de HIV/SIDA, na sua maioria mulheres e crianças.

 
O tamanho médio de uma barraca é de 3.5m x 3.5m. Estas barracas, que chegam a albergar 8 ou mais pessoas, muitas tendo que dormir no chão, são geralmente feitas de lama e terra, por vezes reforçadas com betão, telhados de zinco e chão de betão ou terra. O custo mensal é de 7-10€. Poucas casas têm electricidade, e poucas também são aquelas que têm acesso a água canalizada. Esta é vendida a 3KES por 20 litros e não é apropriada para o consumo, estando muitas vezes na origem de doenças como tifóide e cólera. Não existem sistemas de saneamento básico, esgotos ou recolha de lixo. Existe uma “casa de banho” (latrina) em todo o bairro, cujo uso custa cerca de 5 KES, ou seja 0,25€.

Através do programa Wanalea de apadrinhamento de crianças, a ADDHU conseguiu até agora dar apoio a 7 crianças que vivem com as suas famílias no bairro de lata, melhorando de forma significativa as suas condições de vida. Algumas destas crianças sofrem de graves problemas de saúde, sendo que uma delas é seropositiva.





Bairro de lata do Soweto:
Em Dezembro de 2010, a equipa da ADDHU reuniu-se diversas vezes com o Director e o Coordenador de Projecto de uma pequena ONG queniana - God’s Vision for Africa - que dá assistência a crianças em situação de extrema vulnerabilidade, no bairro de lata de Soweto em Nairobi.
Foto: BL45
A situação destas crianças é de facto preocupante, como pudemos constatar aquando das nossas visitas ao Soweto. A insegurança alimentar e a fome foram os maiores problemas apontados pela comunidade e pelas famílias das crianças. A maioria das crianças residentes neste bairro de lata não chega a ter uma refeição por dia. Há inúmeros casos de malnutrição e de subnutrição, bem como elevadas taxas de incidência de HIV/SIDA, que afecta sobretudo mulheres e crianças. Há também muitas crianças órfãs a viver nas ruas...
Foto: BL49 e BL47
A escola que frequentam as crianças deste bairro de lata, gerida pela GVA com o apoio de professores voluntários e com recursos financeiros quase inexistentes, encontra-se a operar em pequenas barracas construídas com velhas folhas de alumínio, enferrujadas e rasgadas, que constituem um perigo para a segurança das crianças que aí têm aulas.
Foto: BL54
Foi então assinado um acordo de parceria com a GVA, após uma distribuição de bens alimentares levada a cabo pela ADDHU. Cerca de 30 crianças foram inscritas no Programa de Apadrinhamento Wanalea, sendo que duas já foram apadrinhadas e vão passar a ter uma vida melhor.
A ADDHU quer continuar a dar apoio a estas crianças que tanto precisam, mas isso só será possível com a vossa ajuda, e esperamos poder contar com todos vós para que, juntos, possamos devolver a estes meninos e meninas os seus sonhos e a esperança numa vida melhor.
Foto: BL52
Bairro de lata do Soweto:

Em Dezembro de 2010, a equipa da ADDHU reuniu-se diversas vezes com o Director e o Coordenador de Projecto de uma pequena ONG queniana - God’s Vision for Africa - que dá assistência a crianças em situação de extrema vulnerabilidade, no bairro de lata de Soweto em Nairobi. 



A situação destas crianças é de facto preocupante, como pudemos constatar aquando das nossas visitas ao Soweto. A insegurança alimentar e a fome foram os maiores problemas apontados pela comunidade e pelas famílias das crianças. A maioria das crianças residentes neste bairro de lata não chega a ter uma refeição por dia. Há inúmeros casos de malnutrição e de subnutrição, bem como elevadas taxas de incidência de HIV/SIDA, que afecta sobretudo mulheres e crianças. Há também muitas crianças órfãs a viver nas ruas...


A escola que frequentam as crianças deste bairro de lata, gerida pela GVA com o apoio de professores voluntários e com recursos financeiros quase inexistentes, encontra-se a operar em pequenas barracas construídas com velhas folhas de alumínio, enferrujadas e rasgadas, que constituem um perigo para a segurança das crianças que aí têm aulas.



Foi então assinado um acordo de parceria com a GVA, após uma distribuição de bens alimentares levada a cabo pela ADDHU. Cerca de 30 crianças foram inscritas no Programa de Apadrinhamento Wanalea, sendo que duas já foram apadrinhadas e vão passar a ter uma vida melhor.

A ADDHU quer continuar a dar apoio a estas crianças que tanto precisam, mas isso só será possível com a vossa ajuda, e esperamos poder contar com todos vós para que, juntos, possamos devolver a estes meninos e meninas os seus sonhos e a esperança numa vida melhor.


África: Rápida urbanização está a reduzir acesso da população a água potável

A rápida urbanização que há cinco décadas muda a paisagem africana está a colocar grandes desafios para o abastecimento de água e serviços de saneamento naquele continente, de acordo com um novo relatório publicado hoje pelas Nações Unidas.
De acordo com o Rapid Response Assessment do UNEP, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, os centros urbanos estão a crescer, em África, a um ritmo superior ao de qualquer outra parte do globo, sendo que a população urbana africana sem acesso a água potável aumentou dos 30 milhões, em 1990, para os 55 milhões, em 2008.
Hoje, revela o UNEP, 40% da população africana – mil milhões de pessoas – vivem em áreas urbanas, sendo que 60% destas habitam em favelas ou bairros de lata, locais com graves problemas de saneamento básico.
Neste mesmo período – 1990/2008 – o número de pessoas em todo o mundo sem serviços de saneamento considerados “razoáveis” duplicou, para as cerca de 175 milhões de pessoas, de acordo com o mesmo relatório.
“Estas são realidades extremas e há factos que precisam de ser revelados à medida que os países se preparam para a Conferência da ONU para o Desenvolvimento Sustentável, em 2012”, explicou há minutos, em comunicado, o director-executivo do UNEP e subsecretário-geral da ONU, Achim Steiner.
Esta conferência, também conhecida por Rio+20, irá questionar a Economia Verde no contexto do desenvolvimento sustentável e na erradicação da pobreza.
“Há cada vez mais provas, que [vamos obtendo do nosso] trabalho com a Economia Verde, que podemos começar a trilhar um caminho diferente no que toca à água e saneamento”, continuou o responsável.
O estudo analisou pormenorizadamente cidades como Adis Abeba, na Etiópia, Grahamstown, na África do Sul e Nairobi, no Quénia, áreas metropolitanas que cresceram de forma vertiginosa nas últimas décadas e que hoje enfrentam graves problemas de acesso a água potável e saneamento básico.
“As políticas públicas que redireccionam 0,1% do PIB global por ano podem ser importantes não apenas na questão do desafio do saneamento básico mas também na conservação de água potável, ao reduzir a procura de água em um quinto nas próximas décadas, comparando com as tendências projectadas”, explicou ainda Steiner.
Recorde-se que se celebra amanhã, em todo o mundo, o Dia Mundial da Água, um evento criado em 1993 pela ONU para sublinhar aspectos específicos da sustentabilidade e relacionados com a água.

@ http://www.greensavers.pt/2011/03/21/africa-rapida-urbanizacao-esta-a-reduzir-acesso-da-populacao-a-agua-potavel/  21 / 03 / 2011